A Vinha
O que somos e o que queremos ser
Dentro e fora de portas, Guimarães coexiste em cada canto da Quinta Pousada de Fora. As tradições interligam-se com a contemporaneidade e com a simplicidade, originando a mais pura das perfeições. Um local distinto para ser sentido, vivido e partilhado com aqueles que nos são mais especiais. É mais do que típica história que aparece nos livros, é um novo capítulo que está a ser escrito e ilustrado por quem aqui passa.
A vinha está instalada sobre solos profundos
argilo-húmicos muito férteis, as linhas têm maioritariamente uma orientação
Norte-Sul. Optou-se por uma plantação em compasso apertado promovendo a
competitividade entre plantas e consequente diminuição do excessivo vigor das
castas, permitindo também maior eficiência na gestão do solo e das produções.
Conduzidas em cordão simples bilateral ascendente as vinhas atingem uma
expressão vegetativa com elevada altura e pequena largura favorecendo
equilibrada maturação das uvas em sebes bem expostas e arejadas.
Clima
O microclima quente e seco, de tipo mediterrâneo, combina invernos rigorosos com verões muito quentes, com baixas precipitações.
Castas
Os vinhos Quinta Pousada de Fora são elaborados exclusivamente a partir das castas Loureiro e Arinto.
Quinta Pousada de Fora
Localização
Os processos de viticultura
1. PODA
DE INVERNO
Entre Dezembro e
Fevereiro realizamos a poda de inverno ou poda de renovação / frutificação. É
um processo manual de corte, escolha de ramos e gomos que permitam o bom
desenvolvimento dos frutos da campanha seguinte. Na nossa Quinta é realizada
por trabalhadores locais que fazem já parte do grupo de amigos.
É uma tarefa que exige
conhecimento e experiência e que se desenvolve quase sempre sobre clima adverso
seja pelo frio seja pelos dias de chuva que tanto caracterizam a nossa região.
É uma
tarefa fundamental e que condiciona não apenas a produção do ano agrícola em início,
mas também a qualidade e quantidade das uvas dos anos seguintes.
2. DESLADROAMENTO
Em
meados de Abril, desenvolvem-se os “sarmentos” (novos rebentos de vinha).
Muitos são os sarmentos que interessam para a produção da uva, mas muitos
outros são excedentes que convém eliminar. A estes rebentos a eliminar chamamos
de “Ladrões” e ao processo de remoção dos ladrões chamamos de “Desladroamento”
e que consiste num trabalho manual focado de remoção e escolha destes ramos. A
operação é totalmente manual e realiza-se sem a necessidade de ferramentas
mecânicas dependendo apenas da perícia e qualidade de executante e do resultado
final que se espera obter na condução da vinha.
3. PODA VERDE
A poda
verde realiza-se já com equipamentos mecânicos que permitem cortar a totalidade
das linhas de vinha em apenas 1 a 2 dias de trabalhos. Trata-se de cortar todos
os rebentos de vinha que mesmo tendo sido aramados e penteados, tendem em
crescer para o centro das entrelinhas. A passagem do trator permite cortar as
faces laterais e os topos das “paredes de vinha” formando assim sebes ordenadas
com largura e altura previamente definidas para a melhor maturação e
desenvolvimento das uvas.
4. CONTROLO
DA MATURAÇÃO
O controlo de
maturação é tarefa fundamental à qualidade dos vinhos e à marcação da vindima.
A partir de meados de Agosto iniciam-se trabalhos de recolha de uvas em
parcelas definidas por toda a vinha, uvas essas que são avaliadas em parâmetros
de qualidade que passam pelo controlo do aspeto visual, controlo dos parâmetros
de prova das uvas e do seu sumo e por controlo de parâmetros analíticos em laboratório
que permitem definir como e quando vindimar cada tipo de uvas para cada tipo de
perfil de vinhos que pretendemos produzir.
É um
processo manual realizado entre os responsáveis de Viticultura e o departamento
de Enologia.
5. VINDIMA
Sem data fixa e sempre
determinada pela qualidade das uvas e dos vinhos que se pretendem produzir.
Normalmente ocorre durante o mês de Setembro podendo ser antecipada ou atrasada
de acordo com o clima de cada ano e o percurso de maturação das uvas. Na nossa
quinta a vindima é integralmente realizada por colheita manual e sempre com
recurso a trabalhadores locais já amigos de várias campanhas tornado assim o
trabalho árduo da apanha das uvas, num momento de convívio e alegria.
A data
de realização da vindima em cada parcela e a forma de colheita das uvas
determina a qualidade e a quantidade dos vinhos que se irão produzir e a
transformação imediata das uvas em mosto é uma tarefa diária num processo que
por norma nos ocupa entre 12 a 14 dias de vindima.
A Produção de Uva
A produção da uva em
cada ano é determinada pela qualidade das operações de condução da vinha e do
registo climatérico de cada ano. Assume particular importância na região o
controlo de doenças e a gestão da água e da qualidade do solo. Assim as nossas
práticas balizam-se pelas medidas estabelecidas pelo Modo de Produção em
Proteção Integrada. Os solos são mantidos sempre com vegetação e sem
mobilização. Existe instalado um sistema de rega com possibilidade de aplicação
de fertilizantes, sistema este que apenas é utilizado pontualmente ou em anos
de elevado stress hídrico ou calor que ponha em risco a produção. Abaixo
apresentam-se os nossos resultados acumulados desde 2018.
420
Toneladas
de uvas produzidas desde 2018
110000
Litros
de vinho produzidos desde 2018
2
Castas diferentes